Às vésperas da colheita, clima alerta produtores de soja no Brasil.

26/01/2015

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As condições climáticas têm sido alvo da atenção de produtores de soja nos principais estados de destaque da oleaginosa do Brasil. No Mato Grosso o fluxo das precipitações são determinantes para as próximas fases do ciclo 2014/15 de soja. ‘Produtores estão apreensivos para os próximos 10 dias, que serão cruciais para o enchimento de grão e, pelas previsões, temos somente chuvas isoladas’, alerta o consultor de grãos da INTL FCStone, Rafael Brun.

As precipitações também são alvo da preocupação no Mato Grosso do Sul, estado que recuperou o plantio irregular e o atraso devido ao clima, e hoje mostra indicativos de que os rendimentos da soja serão superiores ao ciclo anterior, 2013/2014; avanço esse explicado pelo controle das pragas e pela melhoria nas condições climáticas. Os próximos dias devem ser de chuva, condição mais do que esperada para potencializar o enchimento de grãos e afastar a possibilidade de perdas.

Altas temperaturas e chuvas irregulares resultaram em estágios reprodutivos diferentes da soja – na região Sudoeste (Itaporã, Maracaju, Sidrolândia, Dourados, Antonio João e Bela Vista) as plantas encontram-se entre o florescimento e a formação de vagens – mas as expectativas são positivas.

O otimismo se estende ao Rio Grande do Sul, onde grande parte da soja encontra-se na fase de floração. Segundo o consultor de grãos da INTL FCStone, Eduardo Sanchez, algumas microrregiões que “sofriam” um pouco mais com a falta de chuva foram beneficiadas com o volume pluviométrico dos últimos dias. ‘Importante acompanharmos o andamento do clima de agora em diante e principalmente no mês de fevereiro, já que uma grande porcentagem da lavoura estará na fase de enchimento de grão’, atenta.

A seca no entanto parece ter sido mais forte em Goiás, estado que tem reportado calor intenso e expectativas de perdas. Em conjunto com a estiagem de mais de 15 dias em algumas regiões, as condições desfavoráveis estão resultando em uma quebra nos rendimentos (principalmente das sojas mais precoces). No sudoeste do estado, em que o risco de maiores quebras é alto, as áreas mais afetadas estão entre o município de Rio Verde e Jataí – localidades que representam 46% da produção de soja do sudoeste e 17% de Goiás.

Indo em direção leste, na região de Cristalina, algumas áreas começam a ficar em estado crítico, já que receberam chuva apenas no Natal, apresentando quebra real e irreversível (principalmente nas áreas mais arenosas). As informações são do consultor de grãos da INTL FCStone, Gustavo Bezerra. ‘Os comentários são de temperaturas muito altas, castigando a lavoura e reduzindo rapidamente a umidade do solo. Alguns reportes de plantas morrendo pelo calor intenso, novidade para a região’, resume.

Fonte: ruralcentro.uol.com.br