CNH estima mercado estável no Brasil em 2015.

15/10/2014

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presidente da Case New Holland na América Latina, Valentino Rizzioli, disse ao Valor que as marcas de máquinas agrícolas do grupo CNH Industrial deverão fechar o ano com recuo entre 10% e 15% das vendas no Brasil, acompanhando as projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as principais indústrias do setor. A entidade prevê recuo de 12% na comercialização interna de máquinas agrícolas, para 73 mil unidades em 2014.

Para 2015, Rizzioli estima que o desempenho do setor deverá ficar muito próximo ao de 2014, já que não deverão ocorrer problemas de acesso a financiamento para a aquisição de colheitadeiras de dezembro a março, período que concentra a comercialização desse tipo de produto, diante da reativação do Moderfrota (linha de crédito voltada à aquisição de máquinas agrícolas).

No fim do ano passado e no início de 2014, com a demora na regulamentação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI, do BNDES), novos contratos de financiamento não puderam ser fechados e as vendas de colheitadeiras foram afetadas.

O presidente da Case New Holland também acrescenta que alguns setores que apresentam preços atrativos, como café, leite e laranja, impulsionaram as vendas de tratores menores este ano, além da demanda da agricultura familiar.

Apesar do ambiente mais negativo este ano, Rizzioli prevê que haverá uma forte retomada pela demanda de máquinas por parte dos produtores rurais brasileiros a partir de 2016 até 2018. "Temos que investir agora".

O executivo acredita que existe grande potencial para a renovação da frota de máquinas no campo. Segundo ele, cerca de 50% dos tratores no país têm mais de 20 anos de uso e precisam ser substituídos por equipamentos de alta tecnologia e eficiência, sejam pequenos ou de maior potência. E exemplifica que as colheitadeiras mais modernas apresentam apenas 0,7% de perdas, ante 5% a 7% de perdas ao ano 15 anos atrás.

"A demanda vai aumentar em todos os setores. Somos 200 milhões de habitantes, 200 milhões de bocas e mais o mundo inteiro [para alimentar]", afirmou. O executivo participou ontem de um congresso promovido pela AutoData, agência de notícias especializada no setor automotivo, em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico