Commodities Agrícolas.

18/11/2014

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Ajuda do dólar Enquanto os investidores aguardam novas previsões de chuva para a região produtora do Brasil, um novo dia de desvalorização do real ajudou a ditar uma forte queda dos preços do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos para março fecharam em baixa de 455 pontos ontem, a US$ 1,918 a libra-peso. A alta do dólar perante o real exerceu influência inversa sobre o café, já que o Brasil é o maior exportador mundial de arábica e a desvalorização cambial incentiva os ofertantes a disponibilizar seu produto no mercado. Os preços, porém, ainda encontram certa sustentação diante da estimativa de tempo mais seco no Sudeste do Brasil pelo menos até sexta-feira. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica recuou 3,21%, para R$ 462,71 a saca.

Oferta de sobra O avanço da colheita nos Estados Unidos e o baixo ritmo das exportações americanas têm deixado algodão de sobra nos estoques do país, o que voltou a pesar ontem sobre os preços do produto na bolsa de Nova York. Os lotes da pluma com vencimento em março fecharam com queda de 53 pontos, a 59,10 centavos de dólar a libra-peso. Desde o início do ano-safra do algodão nos EUA, em 1º de agosto, o país embarcou 261 mil toneladas da fibra, cerca de um terço do volume exportado no mesmo período do ano passado. Além disso, os estoques americanos se recompõem rapidamente, conforme a colheita se aproxima do fim. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,1%, para R$ 1,6566 a libra-peso.

Demanda em alta A divulgação de dados sobre a demanda pela soja americana deu forte impulso aos futuros do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março subiram 13,75 centavos, a US$ 10,44 o bushel. No mês passado, as indústrias dos EUA processaram 57% mais a oleaginosa que em setembro, somando 4,29 milhões de toneladas, segundo associação do setor. Um grande volume de soja também foi direcionado para fora do país. Os embarques subiram 24% na semana até o dia 13, ante a semana anterior, e desde o início da safra, superam os de 2013 em 17%, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado interno, o preço médio da saca no Paraná caiu 1,6%, para R$ 59,19, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Seab.

Recuo em Chicago O mercado do trigo abriu a semana no campo negativo nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para março caíram 9 centavos e fecharam a US$ 5,5375 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os lotes com igual vencimento fecharam em US$ 6 o bushel, com baixa de 8,25 centavos. As Grandes Planícies dos EUA, onde se concentra a maior parte das lavouras de trigo do país, estão sob um frio mais forte que o normal para essa época do ano, mas as exportações de trigo dos EUA continuam em ritmo descendente. Os embarques caíram 54% na semana encerrada dia 13 ante o período imediatamente anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No mercado doméstico, a saca no Paraná subiu 0,2%, para R$ 29,62, segundo o Deral/Seab.

Fonte: Valor Econômico