Commodities Agrícolas.

14/10/2014

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Clima preocupa As cotações do café arábica abriram as negociações na bolsa de Nova York em alta ontem diante dos temores com a safra 2015/16 no Brasil, mas vendas técnicas reverteram a tendência à tarde. Os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 2,22 a libra-peso, queda de 220 pontos. A preocupação com os cafezais no Brasil é crescente. Previsões indicam que o tempo deve ser ainda mais quente e seco no cinturão produtor nesta semana. Em Minas Gerais, a umidade do ar deve ficar abaixo dos 20% na maior parte Estado até quarta-feira, quando há previsão de chuvas "passageiras" no sul e na zona da mata mineiros. O mercado interno manteve-se semiparalisado, com cotações nominais, e o café de boa qualidade foi negociado entre R$ 520 e R$ 530 a saca de 60,5 kg, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Queda brusca Os preços do cacau registraram forte queda na bolsa de Nova York ontem, devolvendo a alta da sessão anterior. Os contratos da amêndoa com vencimento em março de 2015 fecharam em US$ 3.038 a tonelada, queda de US$ 85. O mercado tem se dividido entre a pressão dos fundamentos, já que a colheita da safra 2014/15 está em curso na África Ocidental e deve superar o volume colhido na temporada anterior, e as especulações em torno da epidemia de ebola na região. Houve também um reposicionamento dos fundos à espera dos dados de moagem de cacau no terceiro trimestre na Europa que serão divulgados hoje. No mercado interno, o preço da amêndoa nas praças de Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 104 a arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Alta expressiva Os futuros de soja subiram de forma expressiva ontem na bolsa de Chicago diante da perspectiva de mais atraso na colheita nos EUA e com o impulso do cenário macroeconômico. Os lotes para janeiro fecharam em alta de 22,75 centavos, a US$ 9,5325 o bushel. As chuvas devem continuar fortes no cinturão produtor dos EUA até metade desta semana, afetando os trabalhos de campo. Além disso, a China informou que importou 52,7 milhões de toneladas de soja até setembro, alta de 15,3% ante igual período de 2013. A queda do dólar também contribuiu para a alta, já que a moeda americana mais barata torna o grão dos EUA mais competitivo. A sessão teve baixa liquidez por causa de um feriado no país. O indicador Cepea/Esalq para a soja em Paranaguá permaneceu ontem em R$ 61,17 a saca.

Impulso do dólar As cotações do trigo subiram ontem nas bolsas americanas sob efeito da desvalorização do dólar. Em Chicago, os lotes para março de 2015 fecharam a US$ 5,17 o bushel, alta de 7,5 centavos. Em Kansas, onde é negociado o trigo de melhor qualidade, os contratos com igual vencimento subiram 7 centavos, a US$ 5,8575 o bushel. A alta do cereal teve influência direta da queda do dólar, que torna o produto dos Estados Unidos mais competitivo no mercado internacional. A desvalorização do trigo na Europa por causa da perspectiva de aumento da safra local também colaborou para manter o cereal em baixa nos EUA. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná apurado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, manteve-se em R$ 30,61 a saca.

Fonte: Valor Econômico