Líderes do G-20 tentam restaurar confiança global.

12/11/2014

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Os líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes, que formam o G-20, vão dizer que estão "prontos para usar todos os instrumentos para apoiar a recuperação econômica", conforme rascunho do comunicado obtido pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Na cúpula do fim de semana, na Austrália, os líderes tentarão gerar mais confiança nos mercados, procurando "assegurar que nossas políticas macroeconômicas apoiam o crescimento, fortalecem e reequilibram a demanda global". O "Plano de Ação de Brisbane" será lançado no domingo com a promessa de gerar 2% adicionais de crescimento, significando US$ 2 trilhões a mais na economia mundial e milhões de empregos até 2018. Mas é uma estratégia voltada para aumentar o produto potencial, com foco na oferta de médio e longo prazos.

Quando essa estratégia começou a ser preparada, no início do ano, a expectativa era que a economia global iria se recuperar. Ocorreu o contrário, com crescimento menor que o previsto. A avaliação que o G-20 fará é que a recuperação global continua "lenta, irregular" e abaixo do ritmo requerido para gerar os empregos necessários.

Esse cenário recoloca para o G-20 a questão sobre o que fazer no curto prazo para gerar mais demanda. Embora o primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, diga que a cúpula terá "resultados concretos e não palavras sublimes", o que há são sobretudo boas intenções.

Durante o encontro, a presidente Dilma Rousseff e os demais líderes do G-20 deverão enfatizar que melhorar o ambiente doméstico para investimentos é essencial para atrair novos capitais privados para projetos bilionários de infraestrutura.

Investidores institucionais estão buscando aplicações de maior rentabilidade, porque os títulos públicos rendem muito pouco atualmente - e os projetos de infraestrutura em países emergentes são uma alternativa. Por isso, o Brasil apoiou a iniciativa da Austrália de criar um "hub" para aproximar investidores e governos. Dilma planeja destacar no G-20 que o país quer atrair mais esses investidores. O país incluiu projetos estimados em US$ 49 bilhões na estratégia global de crescimento do G-20. E não colocou outra lista de projetos de US$ 50 bilhões porque não houve tempo hábil.

Fonte: Valor Econômico