Produção e vendas de máquinas agrícolas em queda.

04/09/2014

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O mercado de máquinas agrícolas automotrizes exibiu, no primeiro semestre de 2014, acentuada queda no total das vendas (-18%), frente à igual período do ano anterior, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e
Abastecimento do Estado de São Paulo. Nos primeiros seis meses do ano, foram produzidas 40.407 máquinas agrícolas, representando 7.970 máquinas a menos que
a quantidade contabilizada no primeiro semestre de 2013. Tanto as vendas para o mercado interno quanto às exportações declinaram, empurrando para baixo o
desempenho do segmento.

O declínio do mercado de máquinas agrícolas, aparentemente, não afetou o número de postos ocupados nas montadoras, pois, no primeiro semestre de 2014, houve contratação de 113 novos funcionários, totalizando 20.869 empregados. “Em contrapartida, dificilmente a receita cambial repetirá os US$3,55 bilhões contabilizados em 2013, pois, entre janeiro e junho de 2014, ela foi de apenas US$1,53 bilhão. Tradicionalmente, o mercado externo para máquinas agrícolas automotrizes brasileiras é concentrado no bloco de países que compõem o Mercosul e alguns poucos países africanos. A crise econômica instalada na Argentina, principal destino das exportações brasileiras, puxou as vendas para baixo, afirmam Celso Vegro e Célia Roncato Ferreira, pesquisadores do IEA responsáveis pelo artigo.

As quantidades comercializadas mais expressivas são esperadas para o segundo semestre
do ano, coincidindo com o plantio da safra de verão no Centro-Sul. Porém, o rrefecimento do mercado no princípio de 2014, após recorde de produção e vendas em 2013, dificilmente recuperará as vendas mensais para patamares acima das 6 mil maquinas ao mês.

Considerando as vendas por unidade da federação, o Estado de São Paulo permanece líder
na demanda por máquinas agrícolas automotrizes, representando 17,7% desse mercado, seguido pelo Paraná (15,4%), Rio Grande do Sul (15,3%) e Minas Gerais (10,7%). Esses quatro estados concentram, aproximadamente, 60% das vendas para o mercado
interno. Tão logo ocorra a recuperação econômico/financeira do segmento sucroenergético, as vendas em São Paulo deverão se distanciar ainda mais dos demais
estados, uma vez que, no boom vivenciado no segmento entre 2006 e 2007, o mercado paulista representou 36% do total de vendas internas.

complementa: "Esta política se revelou equivocada porque a capacidade de investimento da Petrobras não foi suficiente para arcar com os investimentos que são necessários".
O candidato adjetiva como "imensos" os problemas técnicos e econômicos do pré-sal.
Tratando dos custos do petróleo produzido, pondera que "estimativas não oficiais dão conta de que eles seriam superiores a 50 dólares por barril produzido.
Em comparação, petróleo ´convencional´ custa menos de 10 dólares por barril". Ele também destaca que os problemas ambientais da exploração de petróleo em
grandes profundezas são na realidade "terra incógnita".

"A Petrobras ficou sozinha na exploração do Pré-Sal, endividando-se enormemente ao ponto de suas ações terem perdido cerca de 80% do seu valor nos últimos anos", diz o texto. "Só em 2013 foi realizado um leilão para exploração no pré-Sal, com resultados
pouco encorajadores e cujas consequências ainda é cedo demais para avaliar", conclui.

Fonte: Brasil Agro.