USDA reduz projeção para estoques de milho e soja dos EUA.

11/02/2015

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu nesta terça-feira (10/2) suas estimativas para os estoques domésticos de soja e milho, em meio à demanda firme pelos dois grãos. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o USDA estimou os estoques finais de soja em 385 milhões de bushels (10,48 milhões de toneladas), ante 410 milhões (11,16 milhões de toneladas) na projeção de janeiro.

A demanda por soja norte-americana costuma diminuir nesta época do ano, já que importadores começam a redirecionar suas compras para a América do Sul, onde a colheita está em andamento. No entanto, o ritmo de exportações dos EUA está mais acelerado nesta temporada, o que levou o USDA a cortar sua projeção de estoques domésticos.

O USDA disse também que os estoques de milho devem somar 1,827 bilhão de bushels (46,4 milhões de toneladas) ao final da temporada, em agosto. No mês passado, a estimativa era de estoques finais de 1,877 bilhão de bushels (47,67 milhões de toneladas). A redução se deve em parte à expectativa de demanda maior por etanol. Segundo o USDA, produtores do biocombustível devem usar 5,25 bilhões de bushels (133,4 milhões de toneladas) de milho em 2014/2015, ante 5,175 bilhões (131,4 milhões de toneladas) na previsão de janeiro.

Os estoques domésticos de trigo ao final do ciclo, em 31 de maio, foram projetados em 692 milhões de bushels (18,8 milhões de toneladas), pouco acima da previsão de janeiro, de 687 milhões (18,7 milhões de toneladas).

Quanto aos estoques globais de soja, o USDA espera leve queda ante a projeção anterior, para 89,3 milhões de toneladas. A estimativa para os estoques mundiais de milho teve leve aumento, para 189,6 milhões de toneladas. Já as reservas mundiais de trigo devem somar 197,9 milhões de toneladas, disse o USDA.

Brasil
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua estimativa para a safra brasileira de soja, mas ainda prevê um recorde de produção no País. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, o USDA cortou sua projeção para 94,5 milhões de toneladas, de 95,5 milhões na estimativa de janeiro. Segundo o USDA, a redução se deve à falta de umidade em algumas áreas de cultivo do País, o que deve afetar a produtividade.

Já a projeção para a safra de milho do Brasil foi mantida em 75 milhões de toneladas. Quanto à safra argentina de soja, o USDA elevou sua estimativa em 1 milhão de toneladas, para 56 milhões. A expectativa para a produção de milho também foi aumentada em 1 milhão de toneladas, para 23 milhões. "A perspectiva para a safra argentina de soja melhorou, com ampla umidade e temperaturas amenas", disse o USDA.

O USDA também elevou a estimativa de produção de trigo na Argentina, de 12 milhões para 12,50 milhões de toneladas. A previsão de exportações também foi aumentada, de 6 milhões para 6,50 milhões de toneladas. A expectativa do USDA para as importações brasileiras de trigo foi reduzida de 7 milhões para 6,70 milhões de toneladas.

Fonte: Globo Rural