Vendas de máquinas tendem a reagir neste segundo semestre.

07/08/2014

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As vendas internas de máquinas agrícolas das montadoras para as revendas em julho retomaram o ritmo normal depois de recuarem nos meses anteriores. No mês passado, a comercialização doméstica subiu 8,8% em relação a junho, mês marcado por feriados e Copa do Mundo, para 6.396 unidades, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as principais empresas no país.

Entre janeiro e julho, as vendas caíram 19,2% na comparação com o mesmo período de 2013, para 39.395 unidades. Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea - que assumiu recentemente a coordenação da Câmara de Máquinas Autopropulsadas da entidade -, lembra que o segundo semestre tradicionalmente é de maior demanda, puxada pelo plantio da safra de verão.


Ana Helena também afirma que a queda dos preços de algumas commodities agrícolas não deverá ter um impacto tão negativo para o segmento neste segundo semestre. Luiz Moan, presidente da Anfavea, disse que o produtor rural sabe que precisa de máquinas para aumentar a produtividade.

Mas a retomada do ritmo normal das vendas nesta segunda metade do ano não deverá mudar o cenário previsto e revisado no mês passado para 2014. A Anfavea projeta recuo de 12% nas vendas internas este ano, para 73 mil unidades, ante o recorde de 83 mil unidades comercializadas em 2013 - a projeção inclui um pequeno percentual de máquinas rodoviárias.

Mesmo que a retração para 2014 se concretize, o volume comercializado ainda será superior às 70,1 mil unidades vendidas no país em 2012. Especialistas dizem que o mercado para máquinas no campo deverá continuar crescendo nos próximos anos.

A produção de máquinas agrícolas em julho foi 50,7% maior ante junho e atingiu 8.788 unidades. O movimento foi reflexo da retomada das atividades depois de muitas empresas concederem férias coletivas em junho, diante de feriados e da Copa do Mundo. No acumulado dos primeiros sete meses de 2014, foram produzidas 49.174 unidades, uma redução de 15,1% sobre igual período do ano passado.

As exportações, que caíram nos últimos anos diante da perda de competitividade do país, recuaram 5,8% no acumulado do ano sobre janeiro a julho de 2013, a 7.884 unidades. A receita no período totalizou US$ 1,751 bilhão, redução de 13,3%, na mesma comparação.

Os embarques para a Argentina, o principal mercado para o setor, caíram 56%, em valor, de janeiro a julho frente ao mesmo intervalo de 2013, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) repassados pela Anfavea. Com o default no país vizinho, Ana Helena diz que a entidade e os governos "estão trabalhando para que o impacto seja o menor possível" para o segmento.

Fonte: Valor Econômico