Commodities Agrícolas.

11/07/2014

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Piso em cinco meses O mercado de café arábica sofreu uma liquidação em massa de posições ontem na bolsa de Nova York, motivada pelo cenário macroeconômico adverso e por movimentos técnicos. Os contratos para setembro fecharam em queda de 990 pontos, a US$ 1,63 a libra-peso, o menor valor desde 18 de fevereiro. O aumento das exportações brasileiras na safra 2013/14 indicaram que os compradores estão bem abastecidos de café e podem demorar a entrar no mercado em busca de novos volumes. Já a alta do dólar, diante de turbulências no mercado financeiro, colaborou para uma perda de sustentação dos preços agrícolas em geral. O mercado interno ficou paralisado, e a cotação nominal da saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade ficou entre R$ 400 e R$ 410, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Menos chocolate A queda no processamento de cacau na Europa no segundo trimestre provocou uma nova queda nos preços da amêndoa em Nova York. Os papéis para setembro fecharam em queda de US$ 6, a US$ 3.081 a tonelada. As indústrias ligadas à Associação Europeia do Cacau (ECA) moeram 307,94 mil toneladas da matéria-prima no segundo trimestre, 0,7% menos que em igual período de 2013. A queda já era esperada por causa das perdas de margens da atividade, mas o ritmo foi maior que o esperado. Os associados à ECA, entre os quais Barry Callebaut, Cargill e ADM, representam 40% da produção global de licor, manteiga e pó de cacau. No mercado doméstico, a arroba da fruta em Ilhéus/Itabuna foi negociada por R$ 105, segundo o Central Nacional de Produtores de Cacau.

De olho no USDA A tendência de forte aumento na oferta de algodão na safra 2014/15 voltou a abrir espaço para a queda dos preços da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março de 2015 fecharam em baixa de 112 pontos, a 68,55 centavos de dólar por libra-peso, o menor patamar desde junho de 2012. Analistas apostam que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) vai elevar suas projeções para a produção e para as exportações americanas, o que poderia levar a estoques de 1,023 milhão de toneladas no fim da próxima temporada. A alta do dólar durante o dia, diante de incertezas no mercado financeiro, também ajudou a aumentar a queda. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,33%, para R$ 1,8683 a libra-peso.

Foco nos EUA Os preços do milho ensaiaram uma leve recuperação na sessão ontem na bolsa de Chicago, mas a expectativa com novas estimativas e com o clima nos EUA derrubaram as cotações. Os contratos para setembro fecharam com recuo de 5 centavos, cotados a US$ 3,8625 o bushel. Analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) eleve suas projeções de estoques americanos e mundiais. Se as apostas se confirmarem no relatório que é divulgado hoje, as cotações podem chegar a US$ 3,70 no curto prazo, estima Pedro Dejneka, sócio-diretor da AGR Brasil, em Chicago. Nas lavouras americanas, a temperatura subiu, mas deve se manter favorável à polinização. No mercado doméstico, o indicador Esalq/ BM&FBovespa caiu 0,53%, para R$ 24,35 a saca de 60 quilos.

Fonte: Valor Econômico