Conab estima safra de café em 42,15 milhões de sacas.

29/09/2015
Em São Paulo, queda da safra de café arábica foi de mais de 730 mil sacas (Foto: Márcio Oliveira/DNA Photo & Vídeo).

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A produção brasileira de café neste ano deve atingir 42,15 milhões de sacas de 60 quilos do grão beneficiado, conforme o terceiro levantamento de safra divulgado nesta terça-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Houve redução de 7% na safra, em relação à produção de 45,34 milhões de sacas obtidas em 2014.

A estimativa atual também ficou abaixo da previsão feita em maio deste ano, que era de 44,28 milhões de sacas. Segundo os técnicos da Conab, a redução de 4,8% na produção esperada (menos 2,1 milhões de sacas) “se deve principalmente à queda na carga produtiva de café em coco, mensurada por ocasião da colheita, além da redução no rendimento do café no beneficiamento”.

O levantamento da Conab constatou que os grãos de café da variedade arábica representam 74,2% da produção brasileira. A estimativa para esta safra é de colheita de 31,295 milhões de sacas de arábica, em queda de 3,1% em relação ao ano passado. Os técnicos da Conab explicam que a redução se deve ao recuo de 3,7% na produção em Minas Gerais, para 21,516 milhões de sacas.

A produção teve queda mais expressiva no Cerrado Mineiro, onde recuou 26,6% (menos 1.534,1 mil sacas) para 10,251 milhões de sacas. Em São Paulo o recuo foi de 16,4% (753,9 mil sacas) para 3,834 milhões de sacas. O café arábica apresenta ganho de produção apenas na Zona da Mata Mineira, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A Zona da Mata está em ano de bienalidade positiva e, apesar das condições climáticas adversas, a produtividade é satisfatória, dizem os técnicos.

Na análise dos dados, os técnicos observam que no Paraná a produção de arábica se recupera das condições climáticas adversas, principalmente em razão das baixas temperaturas, que afetaram a safra 2014. No Espírito Santo, a produção é superior à safra anterior, mesmo sendo afetada pelas condições climáticas adversas nesta safra.

O levantamento estimou a produção do conilon em 10,9 milhões de sacas, volume 16,7% abaixo do colhido no ano passado. Os técnicos explicam que esse resultado se deve-se à queda provocada pela estiagem na produção no Espírito Santo, maior estado produtor de conilon. “As lavouras foram afetadas por déficit hídrico, elevadas temperaturas e grande insolação em dezembro de 2014, janeiro e fevereiro de 2015, período de formação e enchimento de grãos, o que levou à má formação dos grãos, menores e mais leves”, dizem os técnicos.

Rondônia e Bahia, segundo e terceiro maiores produtores, apresentam ganho de produção de café conilon. Em Rondônia, as condições climáticas foram favoráveis durante todo o ciclo da cultura e na região do Atlântico (BA), apesar de uma baixa restrição hídrica em janeiro/fevereiro, a produção ainda assim será superior à da safra 2014, reflexo também do ganho de área de 8,1%.

Fonte: REVISTA GLOBO RURAL